Aeroportos instalam radares inteligentes e sistemas modernos para garantir segurança e agilidade nas operações com passageiros

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Postado em: 05/07/2018

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Aeroportos instalam radares inteligentes e sistemas modernos para garantir segurança e agilidade nas operações com passageiros

O investimento no rastreamento inteligente e na instalação de novos sistemas de TI, mais modernos do que os tradicionais, tem sido pesado nos aeroportos internacionais. Isso porque as empresas responsáveis pela gestão desses grandes complexos detectaram a necessidade de medidas preventivas eficazes, desde que suas áreas restritas foram invadidas. Constataram também a necessidade de investir em uma estrutura capaz de garantir segurança e agilidade nas operações que envolvem os diversos equipamentos, especialmente nas tecnologias ligadas ao fluxo de passageiros.

Com o aumento da demanda nos aeroportos, devido ao acesso aos voos internacionais e uma maior ocorrência de intercambistas entre países nas últimas décadas, a infraestrutura aeroportuária passou a necessitar ainda mais de tecnologia de ponta. Isso ajuda a otimizar processos, agilizando o fluxo de passageiros nas diferentes áreas (como check-in, raios-X de segurança, controle de imigração e emigração, aduana e restituição de bagagem). Parece, portanto, inadiável investir na modernização dos sistemas de monitoramento e equipamentos de segurança.

Alguns episódios cinematográficos que envolveram, recentemente, aeroportos internacionais no Brasil, com suas salas-cofres e amplos terminais de cargas, chamaram a atenção para as tais medidas urgentes. O Aeroporto Internacional Galeão - Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, e o de Viracopos, em Campinas (SP), foram recentemente invadidos. Os sistemas de segurança ficaram expostos e os ladrões tiveram acesso às áreas restritas, inclusive aos cofres, algo que um sistema inteligente preventivo de segurança poderia resolver.

O uso de soluções integradas a uma inteligência artificial, como os sensores de reconhecimento facial e de identificação de placas de carros em um amplo perímetro, poderia ter impedido que tais crimes ocorressem ou ganhassem a mesma proporção. Isso é possível graças à transformação digital e o uso de soluções inovadoras e eficazes.

O último roubo de cargas milionárias por uma quadrilha, em março de 2018, ligado ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, considerado o segundo maior terminal do país em movimentação de cargas, acarretou em prejuízo estimado em US$ 5 milhões, segundo informações da Polícia Federal à imprensa. O intervalo de crimes como este no local foi de apenas dois anos, de acordo com levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), divulgado pelo portal G1.

Grande desafio das gestões administrativas

A modernização dos sistemas de TI tem sido um dos grandes desafios das gestões administrativas, tanto públicas quanto privadas. O GRU Airport (Aeroporto Internacional de São Paulo) ganhou investimentos recentes nessa área, enquanto o Aeroporto Internacional de Campinas iniciou o movimento nesse sentido após a ocorrência, inclusive após recomendação da Polícia Federal, conforme amplamente divulgado pela imprensa na época. Entre os investimentos apontados para melhorias na segurança do terminal está a instalação de "radares inteligentes" (tecnologia OCR), que permitem a leitura das placas dos veículos para identificação de possíveis irregularidades nas entradas e saídas do aeroporto. A ampliação dos pontos iluminados e atualização das cercas e grades, com sensoriamento remoto, também estão entre as novas medidas apontadas.

Na época da ocorrência, a Aeroportos Brasil Viracopos informou oficialmente à imprensa que contava com a tecnologia nas guaritas do terminal de cargas, e fez trocas e reparos das cercas e guaritas do terminal. Frisou que já contava com 1 mil câmeras de monitoramento, efetivo de 147 homens e 32 postos de segurança. A administração informou que os portões para acesso de veículos eram automatizados e equipados com dilaceradores de pneus, cancelas, confinamento de veículos e leitores de placas (OCR).

O primeiro investimento no Aeroporto Internacional de São Paulo, segundo informações da ANEAA (Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos), após ser privatizado, foi a construção de um moderno centro de processamento de dados, em uma área de 500 m2. O Data Center, que reúne os sistemas responsáveis pela operação e administração do complexo aeroportuário, foi projetado para garantir o funcionamento pleno e contínuo dos softwares vitais às operações. Por esse motivo, está instalado em uma sala-cofre, ambiente que garante proteção aos equipamentos contra fogo, calor, gases corrosivos, arrombamento, acesso indevido, entre outras ameaças.

Este tipo de tecnologia está entre as mais modernas e seguras do mundo, comumente usada no sistema financeiro. Considerando que o aeroporto funciona 24 horas por dia, é fundamental que haja um sistema que garanta uma operação sem interrupções. Lá também foi construído o NOC (Network Operation Center), um centro de gerenciamento e monitoramento das redes de TI do aeroporto.

O espaço foi equipado com monitores que geram informações e imagens sobre o funcionamento de todos os sistemas do aeroporto, ininterruptamente. O local inclui uma sala de crise planejada para discutir e implementar soluções rápidas no caso de ocorrência de situações atípicas, que não estejam dentro do previsto e tenham sido detectadas por meio dos softwares. Tudo pensado como segurança preventiva, como os sistemas modernos devem ser.

Tecnologias integradas atuam na segurança preventiva

A mudança radical no aeroporto de São Paulo foi feita em 2014, especialmente no que envolve os sistemas e tecnologias ligados ao processo de embarque e desembarque de passageiros. A principal delas foi a instalação dos portões eletrônicos de controle automatizado de passaporte brasileiro. Eles agilizam o processo de inspeção de passaporte realizado pela Polícia Federal, reduzindo o procedimento, em média, de três minutos para 30 segundos.

Os portões eletrônicos, também chamados de e-gates, são equipados com sistemas que permitem checar as informações do passaporte que tiver o chip eletrônico e fazer o reconhecimento biométrico-facial do passageiro, assunto que já citamos como sendo de fundamental importância para garantir a segurança nos locais de grande fluxo. Segundo especialistas, não é possível depender do olhar humano.

Com esse tipo de reconhecimento facial automatizado, é confirmado que o documento é autêntico e a pessoa é a titular do passaporte. Os portões se abrem automaticamente, permitindo o acesso à área de embarque. Todo o sistema pode ser controlado de forma remota pela Polícia Federal, que pode intervir caso ocorra alguma situação anormal.

O GRU Airport concluiu, na mesma época, a instalação dos portões eletrônicos de controle de acesso de passageiros em outras áreas. A estimativa da concessionária é que o fluxo seja 15 a 20% mais rápido. Isso significa mais do que agilidade e qualidade nos serviços prestados, mas representa segurança e pode significar também muitas vidas.

Com esse projeto, o aeroporto paulista passa a ser o primeiro da América do Sul a instalar os portões de controle de acesso. O sistema já foi implantado em Changi Airport, em Singapura; Gatwick Airport, em Londres; Aeroporto de Hanói, no Vietnã, e no Aeroporto Internacional de Hong Kong.

O novo sistema permite checar rapidamente os bilhetes de embarque dos passageiros por meio de scanners de código de barras 2D, liberando automaticamente os passageiros à área de embarque. Caso a pessoa esteja no portão errado, o sistema trava o acesso. Ele auxilia ainda na análise do fluxo de passageiros nos pontos de verificação de segurança, fazendo a contagem de validação de passageiros para as companhias aéreas e indicando se há necessidade de mais atendentes na área.

Entre as novas tecnologias implantadas no processo de modernização do aeroporto está o sistema automatizado de distribuição de bagagens. Com 5 Km de esteiras e capacidade para processar cerca de 5 mil bagagens por hora, o sistema conta com controle inteligente, que permite rastrear e localizar as malas em tempo real.

As novidades entre os sistemas inteligentes são muitas e inclui o despacho de malas antes mesmo do início do check-in, praticamente sem o risco de falhas. Basta que as empresas façam um mapeamento que envolva procedimentos, objetivos e riscos. Caso haja uma falha no sistema principal, ou mesmo quando é necessário fazer uma manutenção de rotina, um back-up pode ser acionado.

Roubo de cargas

Segundo informações da polícia e das transportadoras à imprensa, nos últimos anos, diante de algumas ocorrências, o número de roubo contra empresas deste setor vem aumentando. Os celulares e produtos eletrônicos estão entre os maiores alvos. Os grandes centros de distribuições de produtos ligados às empresas de e-commerce também são novos alvos.

Segundo um dos balanços da polícia à imprensa, para se protegerem, 30% de lojas virtuais deixaram de vender no Rio de Janeiro no último ano. Alguns sites já se recusam a vender para entrega em algumas localizações do estado e isso envolve outros locais brasileiros. Isso interfere diretamente no bolso do consumidor e nas vendas das empresas, já que reflete nos valores dos seguros e franquias pagas pelas duas pontas.

Há centenas de registros de grupos, com armamentos pesados, invadirem transportadoras internacionais e grandes centros de distribuição pelo País. Esse tipo de ação requer apenas alguns minutos, para que saiam com 15 milhões em mercadorias, sem darem um tiro sequer. Há casos em que os funcionários são rendidos e ainda obrigados a ajudar no transporte dos produtos.

Lojas físicas e eletrônicas também têm sido alvos das ações criminosas. Diante desse contexto, os gestores de transportadoras, grandes lojas de varejo e lojistas estão tendo que adotar novas estratégias. Entre elas está a de adotar carros fortes no lugar de caminhões, para transportes de mercadorias, além de escoltas de ponta a ponta, no processo de entrega. Muitas empresas já não trabalham mais com estoque nas lojas, mas mantém seus produtos dentro de cofres, em chapas de aço, com várias senhas para o acesso.

O gasto com medidas de segurança tradicional, para inibir tais ações, pode chegar de 10 a 15% do faturamento. Enquanto medidas de segurança preventivas e funcionais é que realmente podem impedir a perda de produtos e os altos custos com seguro, entre outros efeitos.


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